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Inclusão de estudantes cegos e com baixa visão

A iniciativa promovida pelos Serviços de Aconselhamento Psicológico e Educativo (SAPE) dos Serviços de Ação Social do IPL decorreu, online, a 6 de março. Enquadrada na estratégia de Inclusão do Politécnico de Lisboa, o objetivo foi ajudar, ao nível das competências, docentes e serviços, quanto à construção conjunta de respostas, a diversos níveis, para o adequado acolhimento e integração dos estudantes com necessidades educativas específicas. Foram vários os convidados que deram o contributo numa área em que há muito a fazer.

O webinar, organizado pela psicóloga dos SAPE, Conceição Soares, contou com 27 participantes, entre os quais os oradores convidados: Maria Helena Alves do Instituto Nacional de Reabilitação, Daisy Tavares da Universidade de Aveiro e Peter Colwell da ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal. Durante os 90 minutos de duração, foram partilhadas boas práticas que podem ser implementadas, no sentido de contribuir para uma melhor inclusão dos estudantes cegos e com baixa visão.

Conceição Soares começou por referir o crescente desafio com o qual as Instituições de Ensino Superior lidam, dado integrarem cada vez mais os estudantes com necessidades especiais. Na sua perspetiva é necessária uma “abordagem que passe por uma estrutura sistemática e organizada”.

“A inclusão é desafiante”, disse Conceição Soares, para quem o caminho passa por constituir uma equipa multidisciplinar, no Politécnico de Lisboa, para trabalhar as questões da inclusão que permita criar know how e ajudar os professores.

Esta perspetiva é partilhada pela vice-presidente do Politécnico de Lisboa, Maria João Escudeiro, para quem a resposta é a existência de um espaço de partilha que procure uma cultura inclusiva que leve à obtenção de respostas, nomeadamente dar a conhecer as ferramentas disponíveis para os estudantes cegos e com baixa visão. Um “ensino mais inclusivo e inovador”.
 
“Reconhecer a diferença como fazendo parte da condição humana”, foi uma das afirmações feitas por Maria Helena Alves, do Instituto Nacional para a Reabilitação, IP., entidade pública que tem como missão assegurar o planeamento, execução e coordenação das políticas nacionais destinadas a promover os direitos das pessoas com deficiência.

A existência de pisos e plantas táteis com maquetes, apoio técnico e bibliotecas adaptadas a estudantes cegos, nomeadamente através da disponibilização da aplicação NVDA, são algumas das medidas que para a técnica devem estar implementadas nas instituições de ensino superior, bem como a disponibilidade de guiões acessíveis.

Daisy Tavares, do SAUNE - Serviço de apoio ao utilizador com necessidades especiais da Universidade de Aveiro, foi uma das convidadas do webinar. A técnica superior do serviço integrado na Biblioteca, Informação Documental e Museologia, cuja missão é garantir o acesso à informação académica e específica com incidência na área digital deu a conhecer algumas das práticas implementadas na instituição que visam facilitar o acesso à informação por parte dos cegos e estudantes com baixa visão.

Peter Colwell, técnico de acessibilidade da ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal foi um dos intervenientes do webinar tendo pedido aos participantes para partilhar experiências com estudantes cegos e de baixa visão, nomeadamente a forma como lidaram com as circunstâncias.

O Politécnico de Lisboa, resultado do investimento feito para aumentar a acessibilidade do site institucional, em conformidade com as orientações a seguir nos sites da administração pública, disponibiliza a Declaração de Acessibilidade, que atesta o seguimento das normas universais mais recentes e as Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo web (WCAG) 2.1. Assegurar a contínua melhoria e adaptação de procedimentos e conteúdos, promovendo uma política de inclusão no acesso à informação é o objetivo da instituição.

Texto de CSS/GCI IPL