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Jantar de Natal da Residência Maria Beatriz junta Estudantes e SAS IPL

Na noite de 6 de dezembro, a cantina do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa juntou à mesa, estudantes e trabalhadores dos SAS IPL para um convívio natalício. Depois de um interregno de dois anos imposto pela pandemia, foi possível voltar a realizar o habitual jantar de Natal dos estudantes da Residência Maria Beatriz organizado pela Comissão de Residentes, com o apoio dos Serviços de Ação Social do Politécnico de Lisboa.

Com uma capacidade de 200 camas, a Residência Maria Beatriz é o alojamento destinado a estudantes nacionais e outras nacionalidades, onde se incluem estudantes Erasmus, internacionais e oriundos da AULP e refugiados.

A comissão de residentes, presidida por David Justo, de 19 anos, manifestou aos Serviços de Ação Social do IPL a vontade de retomar uma tradição que anima a vida dos estudantes na altura do Natal, que estão deslocados das famílias.

 

 

O administrador dos SAS IPL, Fernando Carmo e a dirigente da área de Benefícios Sociais, Filomena Novo foram unânimes em apoiar a iniciativa dos estudantes, importante para fazer esquecer o isolamento dos anos de pandemia. Heitor Oliveira, coordenador do Serviço de Alimentação assegurou que a ementa fosse variada e saudável, não esquecendo os tradicionais pratos da época festiva.

E nem a música faltou para completar o jantar. Um grupo de residentes, estudantes de sopros na Escola Superior de Música de Lisboa, interpretaram algumas músicas de Natal, animando o espírito de estudantes e trabalhadores.

 

Carlos Pedro e David Justo da Comissão de Residentes

 

A “outra família” dos estudantes deslocados

David Justo é de Vila Real de Santo António. Estuda no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, no 2.º ano da licenciatura em engenharia Eletrónica, Telecomunicações e Computadores. Viver na residência era o que precisava, quer a nível financeiro, quer para se sentir mais integrado. Liderar a comissão de residentes aconteceu, porque “é carismático tem alguma influência”, refere em tom de brincadeira, mas adianta que só consegue com o apoio dos estudantes mais velhos.

Da comissão de residentes fazem parte outros alunos, nomeadamente Carlos Pedro, que estuda Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social. Açoreano, o jovem diz que vai conseguir ir a casa no Natal, mas só o faz neste período do ano e nas férias de verão. Se no início era difícil ficar longe da família, agora que frequenta o último ano de licenciatura já se habitou, até porque planeia trabalhar na capital depois do curso. “Viver na residência é ótimo”, refere, porque permite distrair do stress que é estudar no ensino superior.

 

Carolina, Cláudia e Filipa, da Comissão da Residentes

 

Carolina Gama, do Porto e Filipa Simões, de Tomar, também estudam na ESCS, no 2.º ano de Publicidade e Marketing e 3.º ano de Relações Públicas e Comunicação Empresarial, respetivamente. Gostam muito de viver na residência e financeiramente não têm dúvidas que é a melhor solução para aliviar as despesas dos pais e concentrarem-se nos estudos. Para além disso, faz com que não se sintam sozinhas. “É como uma família”, refere Filipa.

Pensar na família é algo que emociona Cláudia Monteiro. A frequentar o 1.º ano de Mediação Artística e Cultural na Escola Superior de Educação de Lisboa, a jovem deixou a aldeia em Pinhel, no distrito da Guarda, onde vivia com os avós para estudar em Lisboa. Consciente do esforço feito pelos avós para que possa estudar no ensino superior, para Cláudia viver na residência está a permitir “estar mais à vontade em Lisboa” e ajudar na adaptação que considera ser “gigante”. Matar saudades é mais difícil, dada a distância de cerca de 4 horas e o custo das viagens.

Para os estudantes, viver na Residência Maria Beatriz é fazer parte de uma “outra família”, onde não falta solidariedade. As dificuldades financeiras que muitos dos residentes enfrentam, permitem entender a necessidade de entreajuda e por isso, a comissão de residentes decidiu levar a cabo uma ação de recolha de alimentos, associada à participação no jantar de Natal. À entrada, Carolina, Filipa e Cláudia receberam o contributo dos colegas, que depois vai ser entregue à instituição Espaço Aberto ao Diálogo, em Chelas, um núcleo de atendimento da Comunidade Vida e Paz.

Texto e imagens de CSS/GCI IPL